Quando somos crianças
Ainda até os sete, oito anos
Acreditamos na vida
Por mais cruel que seja...
Aos dez aprendemos que as concessões
São apenas para os que possuem quinze...
E desejamos que isso logo aconteça...
Aos quinze descobrimos que
Ainda não atingimos
A maior-idade
E aos vinte um, observamos que falta muito
Aos quarenta aprendemos que perdemos uma grande riqueza
Ao olhar os retratos antigos percebemos
Que aquelas carinhas e aqueles ingênuos olhares
Tão novos, tão jovens...
Já não fazem parte de nossa realidade atual
Aprendemos que
Não curtimos do jeito que deveria ser
Essa riqueza inigualável
Mas aprendemos que ainda há tempo
De curtirmos o que nos falta, por pouco que seja.
(Solano Rodrigues Netto)
Fonte: Spins
Data Publicação: 5/2/2008
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